Conversão no Google Ads: O Que É e Como Configurar Corretamente

Woman working at a wooden desk by a laptop and notebook in a cozy home office, framed quote on a green wall behind her, sunset outside window.

Quando comecei a anunciar no Google Ads, acreditava que criar uma campanha e receber cliques seria suficiente para descobrir se o investimento estava funcionando.

Porém, depois de investir quase R$ 3.000 sem retorno financeiro, percebi que ainda existia uma pergunta muito importante sem resposta: o que realmente acontecia depois que uma pessoa clicava no anúncio?

Eu havia realizado outras configurações, mas não conseguia saber com segurança se o Google estava acompanhando a ação correta.

Foi então que descobri que criar uma conversão não basta. Ela precisa ser configurada para medir exatamente aquilo que desejamos acompanhar.

Uma conversão poderá representar uma compra, o envio de um formulário, uma ligação, um cadastro ou até mesmo o clique em um botão que leva o visitante para a página de um produto.

Essas ações não possuem o mesmo valor.

Se o Google Ads registrar um clique de saída como conversão, isso significa que a pessoa demonstrou interesse e avançou até a oferta. Porém, não significa necessariamente que ela concluiu a compra.

Essa diferença poderá mudar completamente a interpretação dos resultados.

Neste artigo, explicarei o que é uma conversão no Google Ads, quais configurações precisam de atenção e como evitar erros que podem fazer uma campanha parecer mais lucrativa do que realmente é.

O que é uma conversão no Google Ads?

Conversão é uma ação considerada importante para o objetivo do anunciante.

Ela acontece depois que uma pessoa interage com o anúncio e realiza algo que decidimos acompanhar.

Alguns exemplos são:

  • comprar um produto;
  • preencher um formulário;
  • realizar um cadastro;
  • solicitar um orçamento;
  • fazer uma ligação;
  • enviar uma mensagem;
  • clicar em um botão;
  • acessar uma página de confirmação;
  • baixar determinado material;
  • instalar um aplicativo.

O Google Ads permite acompanhar conversões realizadas em sites, aplicativos, ligações e também ações que acontecem fora da internet. A documentação oficial explica os diferentes tipos de medição de conversões.

A conversão ajuda a enxergar o que aconteceu além do clique. Entretanto, o número somente será útil se soubermos exatamente qual ação está sendo registrada.

Por que configurar conversões é tão importante?

Sem o acompanhamento das conversões, o painel poderá mostrar:

  • impressões;
  • cliques;
  • CTR;
  • custo por clique;
  • valor gasto.

Essas informações são importantes, mas não revelam sozinhas se os visitantes avançaram até o objetivo da campanha.

Uma palavra-chave poderá receber muitos cliques e consumir uma parte significativa do orçamento. Sem a conversão, talvez não consigamos perceber que nenhuma dessas pessoas chegou ao botão da oferta.

Por outro lado, uma palavra com poucos cliques poderá levar visitantes mais interessados e produzir melhores resultados.

A conversão ajuda a responder perguntas como:

  • Quais palavras geraram ações importantes?
  • Quais anúncios atraíram pessoas mais interessadas?
  • Quanto foi gasto para conseguir cada resultado?
  • Os visitantes chegaram à oferta?
  • As pessoas preencheram o formulário?
  • Houve compras confirmadas?

Mas precisamos repetir uma lição essencial: registrar conversões não significa necessariamente registrar vendas.

Conversão e venda são a mesma coisa?

Não.

Uma venda pode ser configurada como conversão, mas nem toda conversão representa uma venda.

Tudo depende da ação que foi escolhida durante a configuração.

Imagine que o botão “Conhecer o produto” leve o visitante do seu artigo para a página de vendas da plataforma responsável pelo curso.

Se configurarmos o clique nesse botão como conversão, o Google registrará uma conversão quando a pessoa sair do artigo e avançar para a oferta.

Isso representa interesse.

Entretanto, depois de chegar à página do produto, essa pessoa ainda poderá:

  • ler a apresentação;
  • comparar o preço;
  • desistir da compra;
  • fechar a página;
  • voltar mais tarde;
  • comprar o produto.

O Google Ads não poderá afirmar que houve uma venda apenas porque o botão foi clicado.

Nesse exemplo, a conversão correta deveria ser chamada de “Clique de saída”, e não de “Compra”.

Dar o nome correto à ação evita que um sinal de interesse seja interpretado como dinheiro recebido.

O que deve ser configurado como conversão?

A resposta dependerá do objetivo da campanha e daquilo que você consegue medir corretamente.

Para um afiliado, algumas ações possíveis são:

Clique de saída

Registra quando o visitante clica no botão e sai do site para conhecer a oferta.

Essa ação ajuda a descobrir quais anúncios e palavras estão levando pessoas até o produto, mas não confirma a venda.

Cadastro ou lead

Registra quando alguém preenche um formulário ou deixa seus dados para receber mais informações.

Nesse caso, a pessoa tornou-se um contato, mas ainda poderá não ter comprado.

Compra

Deve ser registrada quando existe uma confirmação confiável de pagamento ou conclusão do pedido.

Para quem promove produtos como afiliado, medir a compra diretamente poderá ser mais difícil, pois a finalização acontece em uma plataforma externa. O rastreamento dependerá das integrações e dos recursos oferecidos pela plataforma.

Se não for possível acompanhar a compra com segurança, é melhor medir o clique de saída com o nome correto do que criar uma conversão chamada “Compra” sem possuir a confirmação.

O que acontece quando a conversão é configurada incorretamente?

Uma configuração errada poderá produzir números que parecem bons, mas conduzem a decisões perigosas.

Imagine que uma campanha registre dez cliques no botão da oferta como dez compras.

Ao observar o painel, o anunciante poderá acreditar que:

  • a campanha está vendendo;
  • as palavras-chave estão funcionando;
  • o custo por compra está baixo;
  • o orçamento deve ser aumentado.

Entretanto, nenhuma venda poderá ter sido confirmada.

O anunciante aumentará o investimento com base em uma interpretação errada e poderá acelerar o prejuízo.

O problema não estará necessariamente no cálculo apresentado pelo Google. A plataforma apenas contará a ação que recebeu a instrução de acompanhar.

Por isso, antes de confiar no número de conversões, pergunte:

Qual ação precisa acontecer para o Google registrar esse resultado?

Essa pergunta simples poderá evitar muitas decisões erradas.

Meta de conversão e ação de conversão são a mesma coisa?

Não exatamente.

A ação de conversão é o evento específico que desejamos acompanhar, como uma compra, um formulário ou um clique de saída.

Já a meta de conversão organiza ações relacionadas e poderá ser utilizada pela campanha para orientar relatórios e estratégias de lances.

Por exemplo, uma meta relacionada a compras poderá reunir diferentes ações de compra. Uma meta de contatos poderá agrupar formulários, ligações e outras ações de lead.

O Google explica que as metas reúnem ações consideradas importantes para o negócio e que cada ação poderá ser definida como principal ou secundária. Veja a explicação oficial sobre metas e ações de conversão.

Essa diferença é importante porque nem toda ação acompanhada precisa ensinar o Google a otimizar a campanha da mesma maneira.

 

Ação principal e ação secundária: qual é a diferença?

Ao configurar uma conversão, o Google Ads poderá perguntar se ela será uma ação principal ou secundária.

Essa escolha merece muita atenção.

Ação principal

A ação principal aparece na coluna “Conversões” e poderá ser utilizada pelo Google para otimizar os lances da campanha.

Isso significa que, dependendo da estratégia utilizada, o sistema tentará encontrar mais pessoas com possibilidade de realizar aquela ação.

Por esse motivo, devemos escolher como principal aquilo que realmente representa o objetivo mais importante da campanha.

Exemplos:

  • compra confirmada;
  • lead qualificado;
  • cadastro importante;
  • clique de saída, quando esse é o principal avanço que conseguimos medir.

Ação secundária

A ação secundária serve principalmente para observação.

Ela continua sendo acompanhada e poderá aparecer na coluna “Todas as conversões”, mas normalmente não orientará diretamente a otimização dos lances.

Pode ser útil para acompanhar ações intermediárias, como:

  • visualização de uma página importante;
  • clique em determinado elemento;
  • início de preenchimento de formulário;
  • outro comportamento que desejamos observar sem tratar como objetivo principal.

A documentação oficial explica que ações principais são utilizadas para relatórios e lances, enquanto as secundárias servem predominantemente para observação. Entenda as ações principais e secundárias

Por que essa escolha pode mudar o comportamento da campanha?

Imagine que uma simples visualização de página seja configurada como ação principal.

O Google poderá tentar encontrar pessoas com maior probabilidade de abrir aquela página, porque foi essa a instrução recebida.

Porém, abrir a página não significa clicar na oferta e muito menos comprar.

A campanha poderá registrar muitas conversões, e a estratégia automática poderá acreditar que está produzindo o resultado desejado. Na verdade, estará aprendendo a buscar uma ação fácil, mas pouco valiosa.

Por isso, antes de marcar uma ação como principal, pergunte:

  • Essa ação representa o verdadeiro objetivo da campanha?
  • Quero que o Google procure mais pessoas com chance de realizá-la?
  • Ela demonstra apenas curiosidade ou interesse mais avançado?
  • Consigo confirmar que a ação aconteceu corretamente?
  • Estou chamando essa ação pelo nome verdadeiro?

O Google otimiza de acordo com o sinal fornecido. Se o sinal estiver errado, a campanha poderá aprender na direção errada.

Qual opção escolher: “Uma” ou “Todas”?

O Google Ads também permite definir como as conversões serão contadas.

As opções normalmente são “Uma” e “Todas”.

Contar uma conversão

Essa opção registra somente uma conversão por interação com o anúncio, dentro daquela ação de conversão.

Ela costuma fazer sentido quando desejamos saber se uma pessoa gerou um contato ou realizou determinado avanço.

Exemplos:

  • preenchimento de formulário;
  • solicitação de orçamento;
  • cadastro;
  • clique de saída;
  • geração de lead.

Se a mesma pessoa clicar várias vezes no botão durante a mesma jornada, talvez não seja útil considerar cada clique como um novo resultado valioso.

Contar todas as conversões

Essa opção registra todas as conversões realizadas depois da interação.

Ela costuma ser recomendada para vendas, porque cada compra poderá representar um novo valor para o negócio.

Se uma pessoa realizar três compras, as três poderão ser importantes para o anunciante.

Segundo a documentação oficial, “Todas” é geralmente adequada para vendas, enquanto “Uma” costuma ser útil para leads e ações em que apenas um resultado por clique possui valor. Veja como funciona a contagem de conversões.

Qual contagem utilizar para um clique de saída?

Para um clique de saída, a opção “Uma” geralmente apresenta uma leitura mais cuidadosa.

O objetivo é descobrir se aquela interação com o anúncio levou uma pessoa até a oferta. Se o mesmo visitante clicar no botão várias vezes, contar todos os cliques poderá aumentar artificialmente o número de pessoas interessadas.

Entretanto, a decisão deve considerar a maneira como o acionador foi criado e o que exatamente queremos analisar.

No nosso caso, a conversão de clique de saída havia sido configurada anteriormente com a contagem “Todas”. Isso não significa que o rastreamento deixou de funcionar, mas poderá permitir que mais de um clique da mesma jornada seja contabilizado.

Uma configuração mais conservadora para esse tipo de lead ou avanço intermediário costuma ser “Uma”.

Essa observação é importante porque aprender também significa revisar decisões anteriores com mais conhecimento e sem esconder aquilo que pode ser melhorado.

Qual valor colocar na conversão?

Durante a configuração, o Google poderá pedir um valor para a ação.

Esse valor ajuda a comparar a importância financeira das conversões e poderá ser utilizado em estratégias de lance baseadas em receita ou retorno.

Existem situações diferentes.

Quando a conversão é uma compra

O ideal é utilizar o valor real da venda sempre que houver um rastreamento confiável.

Se os produtos possuem preços diferentes, o valor poderá ser enviado dinamicamente conforme cada transação.

Quando a conversão é um lead

O anunciante poderá atribuir um valor estimado com base na importância média daquele contato.

Porém, esse valor precisa ter alguma lógica de negócio. Não deve ser escolhido apenas para deixar o painel mais bonito.

Quando a conversão é um clique de saída

O clique não representa receita confirmada.

Podemos:

  • não utilizar valor;
  • utilizar um valor simbólico apenas para organização;
  • atribuir uma estimativa baseada em dados reais, quando já houver histórico suficiente.

Se colocarmos R$ 1 como valor padrão, isso não significa que ganhamos R$ 1 a cada clique.

O valor será somente uma referência configurada para aquela ação. Ele não deve ser confundido com comissão, faturamento ou dinheiro recebido.

O valor da conversão comprova que houve receita?

Não.

O Google exibirá o valor que recebeu na configuração ou no evento enviado pelo site.

Se uma ação de clique possui valor padrão de R$ 1 e registra dez conversões, o painel poderá apresentar R$ 10 em valor de conversão.

Isso não comprova que R$ 10 entraram na conta.

A receita precisa ser confirmada na plataforma de vendas, no checkout ou no sistema responsável pelo pagamento.

Essa diferença é essencial para afiliados. Como a compra geralmente ocorre fora do próprio site, o clique de saída poderá ser acompanhado com facilidade, mas a confirmação financeira dependerá da plataforma do produto.

O que é a janela de conversão?

Nem todas as pessoas compram imediatamente depois de clicar em um anúncio.

Algumas pesquisam, saem da página, voltam posteriormente e somente então realizam a ação desejada.

A janela de conversão determina por quanto tempo o Google poderá relacionar uma conversão posterior à interação com o anúncio.

Existem diferentes janelas, como:

  • conversão após clique;
  • conversão após visualização;
  • conversão após visualização engajada, quando disponível.

Uma janela muito curta poderá deixar de atribuir ações realizadas alguns dias depois. Uma janela muito longa poderá relacionar resultados distantes da decisão inicial.

Não existe um prazo perfeito para todos os negócios. A escolha dependerá do tempo que o público normalmente leva para decidir.

Produtos simples e de menor valor poderão ter uma jornada mais rápida. Serviços complexos ou produtos mais caros poderão exigir mais tempo de pesquisa.

O que é o modelo de atribuição?

Uma pessoa poderá interagir com mais de um anúncio antes de converter.

O modelo de atribuição define como o crédito pela conversão será distribuído entre essas interações.

O modelo baseado em dados utiliza informações disponíveis para avaliar a contribuição de diferentes pontos do caminho. Atualmente, ele é o modelo padrão para muitas ações compatíveis importadas ou criadas no ecossistema do Google. A documentação explica o uso da atribuição baseada em dados.

Para quem está começando, o mais importante não é decorar todos os modelos. É compreender que uma conversão nem sempre acontece imediatamente após uma única interação.

Antes de configurar, defina o que você realmente deseja medir

Este é o passo que deveria acontecer antes de qualquer clique no painel.

Pegue papel e caneta e responda:

  1. Qual é o objetivo da campanha?
  2. Qual ação demonstra que o visitante avançou?
  3. Consigo medir uma venda ou apenas o clique até a oferta?
  4. Onde essa ação acontece?
  5. Como saberei que ela foi concluída?
  6. Essa ação deverá orientar os lances ou servir apenas para observação?
  7. Preciso contar uma ação ou todas?
  8. Existe um valor financeiro real?
  9. Onde confirmarei o dinheiro recebido?

Somente depois dessas respostas devemos começar a configuração.

Porque uma conversão tecnicamente instalada pode disparar perfeitamente e, mesmo assim, medir a coisa errada. O objetivo não é apenas fazer a etiqueta funcionar. É fazer com que ela conte uma ação que realmente ajude a tomar decisões.

 
 

Antes de configurar: entenda as duas partes do processo

Para acompanhar uma conversão de site utilizando o Google Tag Manager, normalmente trabalharemos em dois lugares:

Google Ads

É onde criamos a ação de conversão e informamos:

  • o nome da ação;
  • o que ela representa;
  • o valor;
  • como será contada;
  • se será principal ou secundária;
  • a janela de conversão;
  • o modelo de atribuição.

Depois disso, o Google Ads fornecerá um ID da conversão e um rótulo da conversão.

Google Tag Manager

É onde configuramos a etiqueta que enviará a informação ao Google Ads quando a ação acontecer.

Também definiremos o acionador, isto é, a condição que determina quando a etiqueta deverá disparar.

Uma maneira simples de compreender é:

  • o Google Ads define o que será contado;
  • o Google Tag Manager identifica quando a ação aconteceu;
  • o acionador estabelece qual comportamento fará a etiqueta disparar.

Se uma dessas partes estiver errada, a conversão poderá não funcionar ou poderá ser registrada no momento inadequado.

O que precisamos ter antes de começar?

Antes da configuração, verifique se você possui:

  • uma conta no Google Ads;
  • acesso ao site;
  • uma conta no Google Tag Manager;
  • um contêiner do Tag Manager instalado no site;
  • um botão ou ação que deseja acompanhar;
  • o endereço para o qual esse botão direciona;
  • permissão para publicar alterações no contêiner;
  • uma maneira de testar o funcionamento.

Também é importante confirmar que não existem várias instalações duplicadas do Google Tag Manager ou da tag do Google no site.

Códigos duplicados poderão fazer uma ação ser enviada mais de uma vez e aumentar incorretamente o número de conversões.

Qual conversão configuraremos neste exemplo?

Neste tutorial, utilizaremos como exemplo o clique de saída.

Essa ação acontecerá quando uma pessoa clicar em um botão do artigo e for direcionada para uma página externa onde poderá conhecer o produto.

Nosso objetivo será medir:

O visitante que chegou pelo anúncio clicou para conhecer a oferta?

Essa conversão não será chamada de compra, pois ainda não teremos a confirmação do pagamento.

O nome utilizado será:

Clique de saída

Ter clareza sobre isso antes de começar evitará muitas confusões posteriormente.

Parte 1: criando a ação de conversão no Google Ads

O painel poderá apresentar pequenas diferenças conforme as atualizações da plataforma, mas o caminho atual começa pelo menu Metas.

Passo 1: abra a área de conversões

Dentro da conta do Google Ads:

  1. Clique no ícone Metas.
  2. Acesse a seção Conversões.
  3. Entre em Resumo.
  4. Clique em Criar ação de conversão ou no botão com o sinal de adição.

Na experiência atual, o Google também poderá solicitar que você informe ou verifique a fonte de dados do site antes de criar a ação. O procedimento oficial começa em Metas, Conversões e Resumo.

Passo 2: escolha o local da conversão

Selecione a opção relacionada a:

Site

Essa escolha informa que a ação acontecerá em uma página da internet, e não em aplicativo, ligação ou importação externa.

O Google poderá solicitar o domínio do site e realizar uma verificação para sugerir formas de conexão.

Digite o domínio correto, por exemplo:

costabrito.com.br

Confira cuidadosamente para não utilizar o endereço da página externa do produtor. A ação que desejamos acompanhar começa no nosso site, quando a pessoa clica no botão.

Passo 3: escolha a configuração manual quando necessário

O Google poderá sugerir conversões detectadas automaticamente no site.

Essas sugestões podem ser úteis, mas não devemos selecionar uma ação somente porque a plataforma a encontrou.

Para um clique de saída específico, geralmente precisamos criar a ação manualmente e controlar quando ela será enviada pelo Google Tag Manager.

Procure uma opção como:

  • adicionar uma ação manualmente;
  • criar uma conversão manual;
  • configurar utilizando código;
  • configurar com o Google Tag Manager.

Os nomes e a posição dos botões poderão mudar. O importante é não permitir que uma simples visualização de página seja criada como compra sem verificarmos a ação.

Passo 4: escolha a categoria

O Google Ads pedirá uma categoria para organizar a conversão.

Para um clique que direciona o visitante até a oferta, algumas contas poderão apresentar categorias como:

  • clique de saída;
  • contato;
  • visualização de página;
  • outro.

Escolha a categoria que melhor representa a ação disponível no painel.

A categoria ajuda na organização, mas o nome da conversão precisa continuar muito claro.

Passo 5: dê um nome verdadeiro à ação

Digite:

Clique de saída

Evite nomes genéricos como:

  • conversão;
  • ação do site;
  • compra;
  • resultado;
  • botão.

Se no futuro existirem várias ações, nomes pouco claros dificultarão a análise.

Também poderemos utilizar um nome ainda mais específico, como:

Clique de saída – Artigos para oferta

O mais importante é olhar para o nome e compreender imediatamente o que foi medido.

Passo 6: configure o valor

Para um clique de saída, podemos escolher:

  • não utilizar um valor;
  • utilizar o mesmo valor para cada conversão;
  • utilizar valores diferentes, quando houver implementação adequada.

Se escolhermos um valor padrão de R$ 1, precisamos lembrar:

R$ 1 será apenas uma referência configurada, e não uma receita confirmada.

Para evitar que iniciantes confundam esse número com dinheiro recebido, a opção sem valor poderá oferecer uma leitura mais simples.

Por outro lado, utilizar um valor simbólico pode ser útil para diferenciar a importância das ações, desde que essa informação esteja bem documentada.

Passo 7: escolha como contar

Para o clique de saída, selecione:

Uma

Assim, o Google procurará registrar uma conversão por interação com o anúncio naquela ação, em vez de transformar vários cliques repetidos em vários resultados aparentemente diferentes.

A opção Todas costuma ser mais apropriada para compras, pois cada venda poderá produzir valor.

Passo 8: escolha entre principal e secundária

Aqui precisamos considerar a estratégia da campanha.

Se o clique de saída for a ação mais próxima da venda que conseguimos acompanhar e desejamos que a campanha procure mais pessoas com probabilidade de realizá-lo, ele poderá ser configurado como principal.

Entretanto, precisamos compreender a limitação:

  • principal não significa venda;
  • o Google otimizará para cliques de saída;
  • a plataforma não saberá automaticamente quem comprou depois;
  • a confirmação financeira continuará na plataforma do produto.

Se já possuímos uma compra corretamente rastreada, o clique de saída poderá ser utilizado como ação secundária, servindo somente para observação.

Passo 9: configure as janelas de conversão

O painel poderá apresentar janelas para:

  • conversões após clique;
  • visualização engajada;
  • visualização.

Para uma ação simples como clique de saída, ela normalmente acontece pouco tempo depois da entrada no artigo. Mesmo assim, as janelas padrão poderão ser mantidas inicialmente, desde que entendamos seu significado.

Não altere os prazos apenas para imitar outra conta. Observe o tempo normal da jornada do seu público.

Passo 10: escolha o modelo de atribuição

Quando a opção estiver disponível, o modelo baseado em dados poderá aparecer como padrão.

Ele distribui o crédito conforme as informações disponíveis sobre as interações que contribuíram para a conversão.

Para quem está começando, normalmente não existe necessidade de trocar esse modelo sem uma razão clara.

Passo 11: salve a ação de conversão

Revise:

  • categoria;
  • nome;
  • valor;
  • contagem;
  • principal ou secundária;
  • janelas;
  • atribuição.

Depois, salve a conversão.

Nesse momento, a ação foi criada no Google Ads, mas ainda precisaremos ensinar ao site quando enviar o evento.

Passo 12: encontre o ID e o rótulo da conversão

Abra a ação Clique de saída e procure a seção de configuração da tag.

Selecione a opção:

Usar o Google Tag Manager

O Google exibirá duas informações:

  • ID da conversão;
  • Rótulo da conversão.

O ID identifica a conta ou o destino do Google Ads. O rótulo identifica aquela ação de conversão específica.

A documentação do Tag Manager orienta copiar essas duas informações da ação criada no Google Ads e inseri-las na etiqueta de acompanhamento. Veja o procedimento oficial para conversões do Google Ads no Tag Manager.

Não troque o ID pelo rótulo. Não copie espaços extras e não utilize o rótulo de outra conversão.

Parte 2: preparando o Google Tag Manager

Agora entraremos no Google Tag Manager para criar a etiqueta.

Mas antes de configurar o disparo, precisamos descobrir exatamente como o botão se comporta.

Pergunte:

  • O botão direciona para um domínio externo?
  • Todos os botões de oferta utilizam endereços parecidos?
  • Existe algum link que não deveria ser contado?
  • O clique abre a página na mesma guia ou em outra?
  • O endereço contém uma parte que poderá ser usada como condição?

No nosso caso, os botões levavam para páginas externas de plataformas como Hotmart ou Ticto.

Isso permitiu criar um acionador baseado no endereço do clique.

Essa verificação é importante porque um acionador muito amplo poderá contar qualquer clique do site, inclusive menu, redes sociais e páginas internas. Já um acionador restrito demais poderá não reconhecer os botões da oferta.

O que faremos na próxima etapa?

No Google Tag Manager, criaremos:

  1. uma variável para identificar o endereço clicado;
  2. um acionador para reconhecer os cliques de saída;
  3. uma etiqueta de conversão do Google Ads;
  4. um vinculador de conversões, quando necessário;
  5. um teste pelo modo de visualização;
  6. a publicação do contêiner;
  7. a verificação no Google Ads.

Essa é a parte em que muitas configurações falham: a conversão é criada no painel, mas o acionador dispara no lugar errado — ou não dispara em lugar nenhum.

 

Parte 3: criando o acionador no Google Tag Manager

O acionador é a regra que informa quando uma etiqueta deverá funcionar.

No nosso exemplo, desejamos que a etiqueta dispare somente quando alguém clicar em um link que leva para a página externa do produto.

Passo 13: acesse o contêiner correto

Entre no Google Tag Manager e confira:

  • nome da conta;
  • nome do contêiner;
  • domínio relacionado;
  • identificação do contêiner.

Esse cuidado é importante quando existem vários sites ou contêineres na mesma conta.

Configurar tudo no contêiner errado poderá fazer a etiqueta parecer perfeita no Tag Manager, mas não produzir nenhum resultado no site desejado.

Passo 14: verifique se as variáveis de clique estão ativadas

No menu lateral do Google Tag Manager:

  1. Clique em Variáveis.
  2. Localize Variáveis incorporadas.
  3. Clique em Configurar.
  4. Procure as opções relacionadas a cliques.
  5. Ative as variáveis necessárias.

Entre as mais utilizadas estão:

  • Click URL;
  • Click Text;
  • Click Classes;
  • Click ID;
  • Click Element;
  • Click Target.

Para acompanhar um botão que leva a uma página externa, a variável mais importante costuma ser:

Click URL

Ela permite que o Tag Manager leia o endereço do link clicado.

Passo 15: entenda o que existe por trás do botão

Visualmente, podemos enxergar apenas um botão escrito:

Conhecer o produto

Por trás desse botão existe um endereço, como:

https://go.hotmart.com/...

ou:

https://checkout.ticto.app/...

O acionador poderá utilizar parte desse endereço para decidir se o clique deve ser contado.

Não é necessário utilizar sempre o link inteiro. Em muitos casos, uma parte estável do endereço oferece maior segurança.

Por exemplo:

go.hotmart.com

Entretanto, isso contará todos os links do site que apontarem para esse domínio. Se você deseja acompanhar apenas um produto, poderá precisar utilizar uma parte mais específica do link.

Passo 16: crie um novo acionador

No Google Tag Manager:

  1. Clique em Acionadores.
  2. Clique em Novo.
  3. Dê um nome claro ao acionador.

Exemplo:

Clique de saída – Hotmart

Depois, clique em Configuração do acionador.

Passo 17: escolha o tipo de clique

Para botões que funcionam como links, escolha:

Clique – Apenas links

Essa opção procura cliques em elementos que direcionam para outro endereço.

Existe também a opção Todos os elementos, que poderá ser necessária quando o botão não é reconhecido como link tradicional.

Começar com Apenas links costuma ser mais seguro para botões criados com uma URL comum.

Passo 18: escolha “Alguns cliques em links”

Não selecione Todos os cliques em links para uma conversão específica.

Se escolhermos todos, a etiqueta poderá disparar em:

  • links do menu;
  • página de contato;
  • redes sociais;
  • artigos relacionados;
  • páginas internas;
  • qualquer outro link clicado.

Selecione:

Alguns cliques em links

Agora criaremos a condição que identificará os links da oferta.

Passo 19: defina a condição do acionador

Configure uma regra como:

Click URL — contém — go.hotmart.com

Ou, para outro domínio:

Click URL — contém — checkout.ticto.app

A condição precisa refletir o destino real do botão.

Não copie um endereço de exemplo sem verificar o link utilizado no seu próprio site.

Se existem ofertas em plataformas diferentes, você poderá:

  • criar acionadores separados;
  • criar condições adicionais;
  • utilizar uma expressão regular, quando possuir conhecimento para isso;
  • organizar conversões diferentes para objetivos distintos.

Para o iniciante, acionadores separados e nomes claros costumam facilitar a conferência.

“Contém” ou “é igual a”: qual escolher?

É igual a

A condição somente será atendida se o endereço clicado for exatamente igual ao valor configurado.

Isso oferece maior precisão, mas poderá falhar quando o link recebe parâmetros adicionais.

Contém

A condição será atendida quando o endereço incluir a parte informada.

Ela é útil quando os links possuem códigos, parâmetros ou variações, mas mantêm um trecho estável.

Exemplo:

Click URL contém go.hotmart.com

A escolha dependerá do nível de precisão necessário. Antes de decidir, observe os endereços reais dos botões.

Passo 20: salve o acionador

Revise:

  • nome;
  • tipo de clique;
  • opção “Alguns cliques em links”;
  • variável utilizada;
  • condição;
  • trecho do endereço.

Depois clique em Salvar.

Nesse momento, o acionador está criado, mas ainda não enviará informações sozinho. Precisamos conectá-lo a uma etiqueta.

Parte 4: criando a etiqueta da conversão

A etiqueta utilizará o ID e o rótulo fornecidos pelo Google Ads.

Passo 21: crie uma nova etiqueta

No Google Tag Manager:

  1. Clique em Etiquetas.
  2. Clique em Nova.
  3. Dê um nome claro.

Exemplo:

Google Ads – Conversão – Clique de saída

O nome deve indicar:

  • a plataforma;
  • o tipo de etiqueta;
  • a ação acompanhada.

Isso facilitará muito quando o contêiner possuir várias configurações.

Passo 22: escolha o tipo da etiqueta

Clique em Configuração da etiqueta e selecione:

Acompanhamento de conversões do Google Ads

O nome poderá aparecer em inglês como:

Google Ads Conversion Tracking

Essa é a etiqueta indicada na documentação oficial para enviar uma conversão do Tag Manager ao Google Ads. Consulte as instruções do Google Tag Manager.

Passo 23: insira o ID da conversão

No campo correspondente, cole o ID da conversão copiado do Google Ads.

Ele costuma começar com letras e números relacionados à identificação da tag, como:

AW-XXXXXXXXX

Não utilize um número inventado e não copie o ID de outra conta.

Passo 24: insira o rótulo da conversão

No campo seguinte, cole o rótulo da conversão.

Ele possui uma sequência própria e identifica a ação específica que criamos.

Duas conversões da mesma conta poderão utilizar o mesmo ID, mas terão rótulos diferentes.

Por isso, uma troca de rótulo poderá fazer o clique de saída ser enviado para outra ação de conversão.

Passo 25: configure valor e moeda somente quando necessário

A etiqueta poderá apresentar campos como:

  • valor da conversão;
  • código da moeda;
  • ID da transação.

Para uma compra, essas informações poderão ser importantes e, idealmente, deverão ser enviadas dinamicamente.

Para um clique de saída simples, poderemos manter o valor definido na própria ação ou utilizar a configuração planejada anteriormente.

Se utilizar um valor fixo de R$ 1, a moeda poderá ser informada como:

BRL

Mas lembre-se: isso não transforma o clique em receita.

O Google explica que, quando o valor não é enviado pela etiqueta, ele poderá aparecer como zero dependendo da implementação. Também recomenda um ID de transação para evitar duplicidade em compras. Veja os campos da etiqueta de conversão.

Passo 26: conecte o acionador

Na parte inferior da etiqueta, clique em Acionamento.

Selecione o acionador criado anteriormente:

Clique de saída – Hotmart

Agora a lógica estará formada:

Quando Click URL contiver o domínio escolhido, a etiqueta de conversão será disparada.

Revise e clique em Salvar.

Parte 5: configurando o Vinculador de conversões

O Vinculador de conversões ajuda as tags a utilizarem as informações do clique no anúncio para relacionar corretamente a ação posterior ao Google Ads.

Passo 27: verifique se ele já existe

Antes de criar outra etiqueta, acesse a lista de etiquetas e procure nomes como:

  • Conversion Linker;
  • Vinculador de conversões;
  • Google Ads – Vinculador;
  • Linker.

Se já existir uma etiqueta correta disparando em todas as páginas, não crie outra sem necessidade.

Duplicar etiquetas poderá dificultar a organização e a identificação de problemas.

Passo 28: crie o vinculador quando necessário

Se ele não existir:

  1. Clique em Etiquetas.
  2. Clique em Nova.
  3. Dê o nome Google Ads – Vinculador de conversões.
  4. Escolha o tipo Vinculador de conversões.
  5. Em acionamento, selecione Todas as páginas.
  6. Salve.

A documentação oficial recomenda que o Vinculador seja acionado em todas as páginas na maioria dos casos, para que esteja ativo nas páginas em que alguém poderá chegar depois de clicar em um anúncio. Veja como configurar o Vinculador de conversões

Por que não devemos publicar imediatamente?

Neste momento, a configuração parece pronta, mas ainda não sabemos se:

  • o Tag Manager reconhece o clique;
  • a variável apresenta o endereço esperado;
  • o acionador atende à condição;
  • a etiqueta dispara somente no botão correto;
  • outros links também estão sendo contados;
  • o site está utilizando o contêiner atualizado.

Publicar sem testar poderá criar dois tipos de problema:

A etiqueta não dispara

O painel continuará sem registrar conversões, e talvez demoremos dias para perceber o erro.

A etiqueta dispara em excesso

Qualquer clique poderá ser contado como conversão, produzindo resultados falsos.

Por isso, o próximo passo será utilizar o modo de visualização do Tag Manager. Essa etapa não é um detalhe opcional: é o nosso ensaio antes de colocar a configuração em funcionamento.

Parte 6: preparando o teste

Antes de iniciar o teste:

  • salve todas as etiquetas;
  • salve todos os acionadores;
  • abra o artigo que contém o botão;
  • confirme que o link do botão está correto;
  • copie o endereço da página;
  • feche abas desnecessárias;
  • saiba exatamente qual botão será clicado.

 

Parte 7: testando a conversão no modo Visualizar

O modo Visualizar permite testar as alterações antes da publicação.

Ele abre o Tag Assistant, que mostra os eventos identificados no site e informa quais etiquetas foram ou não disparadas.

Passo 29: clique em Visualizar

Dentro do espaço de trabalho do Google Tag Manager:

  1. Confira se a etiqueta e o acionador foram salvos.
  2. Clique no botão Visualizar, localizado na parte superior.
  3. Aguarde a abertura do Tag Assistant.

Uma nova janela ou guia solicitará o endereço da página que desejamos testar.

Passo 30: informe a página exata do artigo

Cole o endereço completo do artigo onde está o botão da oferta.

Exemplo:

https://costabrito.com.br/endereco-do-artigo/

Não utilize apenas a página inicial se o botão estiver em outro conteúdo.

Depois, clique em Conectar.

O Tag Assistant tentará abrir o site em uma nova guia. Essa página deverá permanecer conectada durante o teste.

Passo 31: confirme se a conexão foi estabelecida

Quando a conexão funcionar, o Tag Assistant mostrará uma mensagem informando que o site está conectado.

A página poderá abrir com uma pequena janela ou indicação do modo de depuração.

Não feche imediatamente nenhuma das guias:

  • uma guia mostrará o artigo;
  • outra mostrará os eventos no Tag Assistant;
  • o Google Tag Manager continuará aberto em outra guia.

Essa quantidade de janelas pode parecer confusa no começo. Vá com calma e observe o nome de cada uma.

Passo 32: localize o botão da oferta

Na página do artigo conectada ao teste:

  1. Role até o botão.
  2. Confira o texto.
  3. Posicione o mouse sobre ele.
  4. Verifique, quando possível, o endereço mostrado pelo navegador.
  5. Clique uma única vez.

Se o botão abrir uma página externa em outra guia, isso é normal.

O importante é que o Tag Manager reconheça o clique antes da saída.

Passo 33: volte ao Tag Assistant

Depois de clicar, retorne à guia do Tag Assistant.

Na lateral, poderão aparecer eventos como:

  • Page View;
  • DOM Ready;
  • Window Loaded;
  • Click;
  • Link Click.

Os nomes poderão variar conforme o site e a implementação.

Selecione o evento relacionado ao clique no botão

Passo 34: verifique as etiquetas disparadas

Dentro do evento, procure uma seção semelhante a:

Tags Fired
ou
Etiquetas disparadas

A etiqueta:

Google Ads – Conversão – Clique de saída

deverá aparecer nessa área.

Isso indica que, naquele teste, as condições do acionador foram atendidas e a etiqueta tentou enviar a conversão.

Mas ainda precisamos verificar se ela não dispara nos lugares errados.

E se a etiqueta aparecer em “Tags Not Fired”?

A seção Tags Not Fired ou Etiquetas não disparadas mostra as etiquetas que existiam, mas cujas condições não foram atendidas naquele evento.

Se a nossa etiqueta aparecer ali depois do clique correto, investigue:

  • o acionador foi conectado à etiqueta?
  • Click URL contém o trecho configurado?
  • o botão é realmente um link?
  • o domínio foi digitado corretamente?
  • a variável de clique está ativada?
  • o clique abriu a página antes de o evento ser reconhecido?
  • estamos testando o contêiner certo?
  • o modo de visualização está conectado à página correta?

Não publique esperando que o problema se resolva sozinho. Primeiro descubra por que a condição não foi atendida.

Passo 35: examine a variável Click URL

Selecione o evento de clique e abra a área Variáveis.

Procure:

Click URL

Confira o endereço exibido.

Ele precisa conter o trecho utilizado no acionador.

Por exemplo, se o acionador diz:

Click URL contém go.hotmart.com

mas a variável mostra:

https://pay.hotmart.com/...

a condição não será atendida.

Nesse caso, o problema não está necessariamente na etiqueta. O trecho escolhido para o acionador não corresponde ao endereço real do botão.

Essa conferência revela aquilo que o Tag Manager realmente enxergou, em vez daquilo que imaginávamos que existia no link.

Passo 36: teste um link que não deve gerar conversão

Essa etapa é tão importante quanto testar o botão correto.

Volte ao site conectado e clique em um link comum, como:

  • página Sobre Mim;
  • Blog;
  • outro artigo;
  • página de contato.

Depois retorne ao Tag Assistant e selecione esse novo clique.

A etiqueta de conversão não deverá aparecer entre as disparadas.

Se ela disparar em qualquer link, o acionador está amplo demais.

Passo 37: teste mais de um botão da oferta

Se o artigo possui botões repetidos, teste todos eles.

Às vezes, o botão do início utiliza um endereço e o botão localizado perto da conclusão utiliza outro.

Também poderá acontecer de um botão ter sido atualizado enquanto outro permaneceu com um link antigo.

Analisar somente um botão não garante que os demais estão funcionando.

Passo 38: confira o ID e o rótulo

Mesmo quando a etiqueta aparece como disparada, revise:

  • ID da conversão;
  • rótulo da conversão;
  • valor;
  • moeda;
  • acionador.

Uma etiqueta poderá disparar perfeitamente e enviar o evento para a ação errada se o rótulo tiver sido copiado de outra conversão.

O teste confirma o disparo, mas a revisão confirma o destino.

Parte 8: publicando a configuração

Somente depois dos testes corretos devemos publicar.

Passo 39: encerre o modo de visualização

Depois de confirmar que:

  • o botão correto dispara a etiqueta;
  • links comuns não disparam;
  • os outros botões também funcionam;
  • o endereço corresponde à condição;
  • ID e rótulo estão corretos;

retorne ao Google Tag Manager

Passo 40: clique em Enviar

Na parte superior do Tag Manager, clique em:

Enviar

Esse botão abre a área de publicação da nova versão do contêiner.

Salvar a etiqueta não significa publicá-la. Enquanto a nova versão não for enviada, as alterações poderão continuar apenas no espaço de trabalho.

Passo 41: dê um nome à versão

Utilize um nome que permita compreender o que foi alterado.

Exemplo:

Conversão de clique de saída – Google Ads

Na descrição, registre informações como:

  • criação da etiqueta de conversão;
  • criação do acionador;
  • domínio utilizado na condição;
  • inclusão do Vinculador de conversões;
  • data da alteração.

Esse registro facilitará futuras revisões.

Passo 42: publique

Depois de revisar as alterações:

  1. Clique em Publicar.
  2. Aguarde a confirmação.
  3. Verifique se a nova versão aparece no histórico do contêiner.

Agora a configuração estará disponível no site para os visitantes reais.

Por que registrar a versão é tão importante?

Se algo parar de funcionar posteriormente, o histórico ajudará a descobrir:

  • quando a alteração aconteceu;
  • o que foi modificado;
  • qual versão estava funcionando;
  • quem publicou;
  • quais etiquetas foram incluídas.

Organização não é excesso de cuidado. É parte da segurança de uma configuração técnica.

Parte 9: verificando o resultado no Google Ads

A publicação não significa que o painel mostrará imediatamente uma conversão.

Passo 43: volte à ação de conversão

No Google Ads:

  1. Clique em Metas.
  2. Entre em Conversões.
  3. Acesse Resumo.
  4. Localize Clique de saída.
  5. Observe o status.

O painel poderá exibir mensagens como:

  • não verificada;
  • inativa;
  • nenhuma conversão recente;
  • ativa;
  • registrando conversões;
  • precisa de atenção.

Os nomes podem mudar conforme a interface.

Passo 44: não confunda teste com conversão atribuída a anúncio

Ao testar pelo modo de visualização, você confirma que a etiqueta dispara.

Entretanto, esse teste poderá não aparecer como conversão comum na campanha, pois você provavelmente não chegou ao site depois de clicar em um anúncio válido.

Para uma conversão ser atribuída à campanha, o Google precisa conseguir relacionar a ação a uma interação publicitária.

Portanto:

  • o Tag Assistant confirma a implementação;
  • o Google Ads confirma a atribuição e o recebimento ao longo do uso real;
  • a plataforma de vendas confirma a compra.

São verificações diferentes.

Passo 45: aguarde a atualização do status

O Google informa que o status de uma conversão nova ou corrigida poderá levar até aproximadamente 48 horas para ser atualizado em determinadas situações. Veja a orientação oficial sobre a tag do Google.

Não refaça toda a configuração depois de alguns minutos apenas porque o painel ainda não mudou.

Se o Tag Assistant mostrou que a etiqueta disparou corretamente, registre a publicação e aguarde o processamento antes de alterar tudo novamente.

Passo 46: acompanhe as colunas corretas

Na campanha, observe colunas como:

  • conversões;
  • taxa de conversão;
  • custo por conversão;
  • valor de conversão;
  • todas as conversões.

Lembre-se:

  • ações principais aparecem normalmente em Conversões;
  • ações secundárias aparecem principalmente em Todas as conversões;
  • o valor exibido depende da configuração;
  • nenhuma dessas colunas substitui a confirmação da venda.

Passo 47: confirme as vendas na plataforma responsável

Se você trabalha como afiliado, verifique a venda em plataformas como:

  • Hotmart;
  • Ticto;
  • Monetizze;
  • Eduzz;
  • outra plataforma utilizada pelo produto.

Se o Google Ads registra dez cliques de saída e a plataforma registra zero vendas, temos dez sinais de interesse, mas nenhum dinheiro confirmado.

Essa comparação ajuda a analisar o restante do caminho:

  • a oferta corresponde ao anúncio?
  • a página de vendas transmite confiança?
  • o produto possui preço adequado?
  • o checkout funciona?
  • o público está apenas curioso?
  • existe algum problema depois do clique?

A conversão de saída mostra até onde o visitante avançou. A plataforma financeira mostra se ele concluiu a compra.

Parte 10: erros que podem impedir a conversão de funcionar

ID ou rótulo incorreto

A etiqueta poderá enviar a informação para outra ação ou não ser reconhecida como esperado.

Acionador amplo demais

Configurar todos os cliques poderá transformar menu, redes sociais e navegação interna em conversões.

Acionador restrito demais

Utilizar o endereço completo poderá impedir o disparo quando o link recebe parâmetros diferentes.

Contêiner não publicado

A etiqueta funciona no modo Visualizar, mas não está disponível para os visitantes reais porque a versão não foi enviada.

Botão com link diferente

O acionador procura Hotmart, mas o botão direciona para outra plataforma ou para um endereço intermediário.

Contêiner errado

A configuração foi criada em uma conta do Tag Manager que não está instalada naquele site.

Variável desativada

O acionador utiliza Click URL, mas as variáveis de clique não foram ativadas ou não estão disponíveis como esperado.

Etiquetas duplicadas

Dois códigos ou duas etiquetas poderão enviar a mesma ação e aumentar artificialmente os números.

Nome enganoso

A ação registra clique de saída, mas foi chamada de compra. Tecnicamente ela dispara; estrategicamente ela induz a uma interpretação errada.

Falta de paciência após a publicação

A pessoa vê o status sem atualização, refaz a configuração e cria novos problemas antes de aguardar o processamento.

O teste cuidadoso evita que passemos dias tentando adivinhar onde está o erro. Em vez de perguntar apenas “por que não apareceu no Google Ads?”, começamos a verificar cada parte do caminho: botão, variável, acionador, etiqueta, publicação, atribuição e confirmação da venda.

Conversão por carregamento de página ou por clique: qual escolher?

Existem diferentes maneiras de identificar uma conversão no site.

As duas mais comuns são:

  • carregamento de uma página específica;
  • clique em um botão ou link.

A escolha depende da ação que desejamos medir.

Conversão pelo carregamento de uma página

Essa configuração funciona quando a conclusão da ação leva o visitante a uma página exclusiva.

Exemplos:

  • página de agradecimento;
  • confirmação de cadastro;
  • pedido concluído;
  • formulário enviado;
  • agendamento confirmado.

Imagine que, depois de preencher um formulário, a pessoa seja direcionada para:

costabrito.com.br/obrigado/

A visualização dessa página poderá indicar que o formulário foi concluído.

Entretanto, a página precisa ser exclusiva para aquela finalidade. Se qualquer pessoa puder acessá-la diretamente, poderá existir registro de conversões sem a realização da ação anterior.

Conversão por clique

Essa configuração é útil quando desejamos acompanhar:

  • clique em botão;
  • clique em telefone;
  • clique no WhatsApp;
  • clique em link de afiliado;
  • saída para uma plataforma externa.

No nosso caso, utilizamos o clique porque a compra acontece fora do site e a ação que conseguimos observar diretamente é a saída até a oferta.

 

Qual opção oferece maior segurança?

Nenhuma opção é automaticamente melhor.

Uma página de confirmação poderá oferecer um sinal mais forte do que um simples clique. Porém, se estiver configurada incorretamente, também poderá registrar ações falsas.

O clique oferece informações importantes sobre o interesse, mas acontece antes da conclusão da compra.

O melhor evento é aquele que:

  • corresponde ao objetivo;
  • acontece no momento correto;
  • pode ser testado;
  • possui uma condição confiável;
  • recebe um nome verdadeiro;
  • não dispara facilmente por engano.

Posso criar mais de uma conversão?

Sim. Um negócio poderá acompanhar diferentes etapas da jornada.

Por exemplo:

  1. visualização de uma página importante;
  2. clique no botão da oferta;
  3. início do checkout;
  4. compra confirmada.

Essas ações ajudam a entender onde as pessoas estão desistindo.

Entretanto, não devemos transformar todas elas em ações principais.

Se uma visualização, um clique e uma compra forem considerados igualmente importantes para os lances, a plataforma poderá otimizar para o evento mais fácil, mesmo que ele esteja distante da receita.

Uma organização possível seria:

  • Compra: principal;
  • Lead qualificado: principal, quando for o objetivo;
  • Clique de saída: principal somente se for a melhor ação que conseguimos medir;
  • Visualização importante: secundária;
  • Outros cliques de observação: secundários.

Cada conta precisa ser analisada individualmente.

Configuração direta no Google Ads ou importação do Google Analytics?

Existem diferentes formas de enviar conversões ao Google Ads.

Conversão criada diretamente no Google Ads

A ação é criada no Google Ads e poderá ser enviada por:

  • tag do Google;
  • Google Tag Manager;
  • integrações compatíveis.

Essa foi a opção utilizada no nosso exemplo.

Evento importado do Google Analytics

Uma ação registrada no Google Analytics poderá ser importada para o Google Ads.

Essa alternativa pode facilitar algumas implementações, principalmente quando os eventos já estão organizados no Analytics.

Porém, não devemos configurar a mesma ação pelos dois caminhos e tratá-las como duas conversões principais.

Se o mesmo clique for enviado diretamente ao Google Ads e também importado do Analytics, os relatórios poderão ficar duplicados ou confusos.

Antes de criar uma nova ação, verifique se já existe outra acompanhando o mesmo comportamento.

Como descobrir se existem conversões duplicadas?

A duplicidade nem sempre aparece de forma óbvia.

Alguns sinais são:

  • duas ações com nomes semelhantes;
  • uma ação criada no Google Ads e outra importada do Analytics;
  • número de conversões maior do que os cliques reais no botão;
  • várias etiquetas disparando no mesmo evento;
  • duas instalações do mesmo contêiner;
  • mais de uma etiqueta utilizando o mesmo ID e rótulo;
  • taxa de conversão inesperadamente alta;
  • conversões registradas mesmo sem o comportamento correspondente.

No Tag Assistant, selecione o evento e observe quantas etiquetas foram disparadas.

No Google Ads, abra o resumo de conversões e confira:

  • origem;
  • nome;
  • categoria;
  • status;
  • principal ou secundária;
  • atividade recente.

Se duas ações medem a mesma coisa, não exclua imediatamente sem compreender qual delas é utilizada pelas campanhas.

Primeiro identifique a origem, registre a configuração e escolha qual deverá permanecer ativa ou principal.

O que fazer quando a etiqueta dispara, mas a conversão não aparece?

Siga esta ordem:

  1. confirme se a versão do contêiner foi publicada;
  2. verifique novamente o ID e o rótulo;
  3. confirme se a etiqueta dispara fora do modo de teste;
  4. veja se a ação está ativa no Google Ads;
  5. confirme se houve uma interação válida com anúncio;
  6. aguarde o tempo de processamento;
  7. confira o período selecionado no relatório;
  8. adicione as colunas de conversão corretas;
  9. veja se a ação é secundária;
  10. confirme se a campanha utiliza aquela meta.

Uma ação secundária poderá não aparecer na coluna Conversões, mas continuar visível em Todas as conversões.

Também poderá existir diferença entre a data da interação com o anúncio e o momento em que a conversão foi concluída.

O que fazer quando aparecem conversões demais?

Se a quantidade parece maior do que o comportamento real:

  1. verifique se a contagem está como “Todas”;
  2. teste se vários cliques da mesma pessoa são registrados;
  3. observe se a etiqueta dispara mais de uma vez no mesmo evento;
  4. confira instalações duplicadas;
  5. teste links que não deveriam converter;
  6. analise se o acionador utiliza “Todos os cliques”;
  7. veja se existe outra conversão importada;
  8. compare com os dados da plataforma externa.

Não conclua imediatamente que a campanha melhorou. Primeiro confirme se o aumento representa pessoas, ações repetidas ou duplicidade técnica.

O que fazer quando a conversão aparece sem valor?

Isso poderá acontecer quando:

  • nenhum valor foi configurado;
  • a etiqueta enviou zero;
  • a variável dinâmica não encontrou informação;
  • o campo ficou vazio;
  • o valor foi definido apenas em outra ação;
  • a moeda não foi enviada como esperado.

Para um clique de saída, aparecer sem valor não significa necessariamente que a etiqueta esteja quebrada. Talvez a ação tenha sido criada sem valor porque não representa receita.

Para compras, a ausência do valor poderá prejudicar a análise do faturamento e do retorno.

A primeira pergunta deve ser:

Essa ação deveria possuir valor financeiro real?

Quando devemos alterar uma conversão já existente?

Uma conversão poderá precisar de revisão quando:

  • mede a ação errada;
  • possui nome enganoso;
  • utiliza contagem inadequada;
  • foi marcada como principal sem necessidade;
  • não representa mais o objetivo da campanha;
  • envia valor incorreto;
  • está duplicada;
  • dispara em páginas ou cliques errados;
  • utiliza um link que não existe mais;
  • foi substituída por uma medição mais próxima da venda.

Antes de alterar, registre a configuração anterior e entenda quais campanhas utilizam aquela meta.

Mudar uma ação principal poderá modificar os sinais enviados às estratégias automáticas.

Devemos apagar imediatamente uma conversão errada?

Nem sempre.

Primeiro, investigue:

  • ela está sendo utilizada por alguma campanha?
  • possui dados históricos importantes?
  • existe outra ação correta para substituí-la?
  • podemos torná-la secundária?
  • o erro está na ação ou apenas no acionador?
  • será necessário atualizar etiquetas no Tag Manager?

Em algumas situações, transformar a ação antiga em secundária e criar uma nova configuração poderá preservar o histórico e facilitar a transição.

Em outras, corrigir o acionador será suficiente.

O importante é não apagar por impulso sem compreender as consequências.

Checklist completo antes de considerar a conversão pronta

No Google Ads

  • A ação possui um nome verdadeiro?
  • A categoria corresponde ao evento?
  • O valor foi escolhido conscientemente?
  • A contagem está correta?
  • Ela deve ser principal ou secundária?
  • As janelas fazem sentido?
  • O modelo de atribuição foi revisado?
  • O ID e o rótulo foram copiados corretamente?
  • A campanha utiliza a meta certa?

No Google Tag Manager

  • Estou no contêiner correto?
  • Click URL está ativada?
  • O acionador utiliza uma condição específica?
  • O endereço corresponde ao link real?
  • A etiqueta possui o ID correto?
  • O rótulo pertence à ação certa?
  • O acionador está conectado à etiqueta?
  • O Vinculador de conversões existe?
  • A etiqueta dispara no botão correto?
  • Ela permanece parada nos outros links?
  • Todos os botões foram testados?
  • O contêiner foi publicado?
  • A versão recebeu nome e descrição?

Depois da publicação

  • O status foi acompanhado?
  • Aguardei o processamento?
  • As colunas corretas foram adicionadas?
  • Comparei com a plataforma de vendas?
  • Confirmei que conversão não foi confundida com compra?
  • Registrei a data da configuração?
  • Evitei fazer várias alterações imediatamente?

A configuração que utilizamos em nossa campanha

Na nossa experiência, a ação acompanhada foi:

Clique de saída

O objetivo era saber quando alguém saía de um artigo do Costa Brito e avançava até a oferta.

A configuração utilizada incluía:

  • origem: site;
  • categoria relacionada ao clique de saída;
  • valor padrão simbólico;
  • ação principal;
  • atribuição baseada em dados;
  • implementação pelo Google Tag Manager;
  • acionador baseado no endereço externo;
  • teste antes da publicação.

Com o aprendizado adquirido posteriormente, percebemos que algumas escolhas ainda poderiam ser revisadas, principalmente a contagem como “Todas” para uma ação intermediária.

Isso não apaga a conquista de ter feito a conversão funcionar. Pelo contrário: mostra que uma configuração poderá ser melhorada conforme passamos a compreender os números com mais profundidade.

Aprender não é descobrir que tudo estava errado. É enxergar hoje um detalhe que ontem ainda não conseguíamos compreender.

A maior lição sobre conversões

A conversão não é apenas uma configuração técnica.

Ela é a linguagem utilizada para dizer ao Google:

“É esta ação que considero importante.”

Se apontarmos para o evento errado, a plataforma poderá executar perfeitamente uma instrução equivocada.

Por isso, configurar conversões corretamente exige três coisas:

  • clareza sobre o objetivo;
  • precisão técnica;
  • honestidade na interpretação.

O painel mostrará números. Somos nós que precisamos descobrir se esses números representam uma visita, um interesse, um contato ou dinheiro no bolso.

Perguntas frequentes sobre conversões no Google Ads

Posso anunciar sem configurar uma conversão?

Tecnicamente, é possível publicar alguns tipos de campanha sem uma conversão funcionando.

Entretanto, você terá dificuldade para descobrir o que aconteceu depois dos cliques. O painel mostrará tráfego e gastos, mas não revelará com segurança quais anúncios levaram às ações importantes.

Também não é recomendado utilizar estratégias que dependem de conversões sem oferecer sinais confiáveis para a plataforma.

Antes de aumentar o investimento, configure e teste a medição.

Preciso configurar uma conversão para cada botão?

Não necessariamente.

Se vários botões realizam a mesma ação e direcionam para a mesma finalidade, eles poderão utilizar um único acionador e uma única ação de conversão.

Entretanto, se os botões levam para produtos ou objetivos diferentes, poderá ser útil separá-los para compreender qual oferta recebeu o clique.

O nível de separação deve ajudar na análise sem transformar a conta em uma coleção confusa de ações semelhantes.

Posso usar o mesmo ID em várias conversões?

As ações de uma mesma conta poderão compartilhar o ID de conversão, mas utilizarão rótulos diferentes.

O rótulo identifica a ação específica.

Por isso, copiar o ID correto e o rótulo errado poderá enviar o evento para outra conversão.

Preciso instalar uma etiqueta em cada artigo?

Nem sempre.

Se todos os artigos utilizam links com um trecho comum e a intenção é acompanhar qualquer saída para aquela plataforma, um acionador bem planejado poderá reconhecer os cliques em várias páginas.

Por exemplo:

Click URL contém go.hotmart.com

Porém, essa configuração poderá reunir cliques de produtos diferentes na mesma ação.

Se você deseja analisar cada produto separadamente, poderá utilizar ações, acionadores ou parâmetros mais específicos.

O clique no botão pode ser considerado lead?

Ele poderá representar um avanço ou sinal de interesse, mas não possui necessariamente a mesma força de um formulário preenchido ou contato identificado.

Por isso, Clique de saída é um nome mais claro.

Chamar todo clique de lead poderá transmitir a impressão de que conseguimos identificar e contatar aquela pessoa, o que nem sempre é verdade.

Quantos cliques são necessários para aparecer uma conversão?

Não existe uma quantidade garantida.

Uma conversão depende do comportamento do visitante. Alguém poderá converter no primeiro clique, enquanto várias outras pessoas poderão acessar o artigo e não avançar.

Se nenhuma conversão aparecer, verifique primeiro a configuração. Depois analise a intenção da pesquisa, a qualidade da página e a oferta.

A pontuação de otimização melhora quando configuro conversões?

Ela poderá mudar conforme as recomendações e a estrutura da conta, mas a pontuação não deve ser o objetivo principal.

Uma conta poderá apresentar uma pontuação elevada e ainda assim não gerar vendas.

O mais importante é medir a ação correta e tomar decisões coerentes com os resultados financeiros.

Devo aceitar as conversões criadas automaticamente pelo Google?

Analise cada sugestão antes de aceitar.

O Google poderá identificar páginas ou eventos no site, mas somente você conhece o verdadeiro objetivo do negócio.

Verifique:

  • qual ação será registrada;
  • onde ela acontece;
  • como foi nomeada;
  • se deverá ser principal;
  • se representa venda ou interesse;
  • se já existe outra ação semelhante.

Automático não significa necessariamente errado, mas também não significa automaticamente adequado.

Uma conversão pode parar de funcionar?

Sim.

Isso poderá acontecer quando:

  • o link do botão muda;
  • a página é reconstruída;
  • o plugin é alterado;
  • o contêiner é removido;
  • a condição do acionador deixa de corresponder;
  • a etiqueta é pausada;
  • uma nova versão substitui a configuração;
  • o checkout muda de endereço;
  • o código do site é alterado;
  • o consentimento de cookies interfere no disparo.

Por isso, a conversão precisa ser testada novamente depois de mudanças importantes no site.

Como manter a conversão funcionando ao longo do tempo?

Crie uma rotina simples de verificação:

  • teste os botões depois de atualizar um artigo;
  • confira os links antes de publicar;
  • verifique o Tag Assistant periodicamente;
  • acompanhe quedas inesperadas nas conversões;
  • revise etiquetas depois de mudanças no site;
  • registre alterações no Tag Manager;
  • compare cliques de saída e vendas;
  • observe avisos no Google Ads;
  • confirme se a ação continua principal ou secundária conforme a estratégia;
  • não deixe links antigos em artigos já publicados.

Se uma campanha que normalmente registra ações parar completamente, não conclua imediatamente que o público perdeu o interesse. Primeiro verifique o rastreamento.

O que fazer quando o painel parece correto, mas não existem vendas?

Esta é uma das situações mais importantes.

Se os anúncios recebem cliques e a conversão de saída está funcionando, mas nenhuma venda aparece na plataforma, analise:

Intenção das pesquisas

As pessoas procuram realmente uma solução ou apenas informações gratuitas?

Correspondência das palavras-chave

O anúncio está aparecendo para termos muito distantes da oferta?

Conteúdo do artigo

O texto prepara o visitante para conhecer o produto ou o botão aparece sem contexto?

Coerência entre anúncio e página

A promessa do anúncio corresponde ao que a pessoa encontra?

Oferta

O produto resolve o problema pesquisado?

Página de vendas

Ela transmite confiança, explica os benefícios e funciona corretamente?

Checkout

O pagamento abre sem erros? O produto está disponível? O link de afiliado está correto?

Preço e momento do público

A pessoa está pronta para comprar ou ainda está começando a compreender o problema?

A conversão revela uma parte da jornada. Ela não consegue corrigir sozinha todas as etapas seguintes.

A experiência que quase me fez desistir

Antes de conseguir configurar a conversão corretamente, eu já havia investido quase R$ 3.000 em anúncios sem retorno.

Eu sabia que outras pessoas conseguiam trabalhar com o Google Ads e acreditava que, se era possível para elas, também poderia ser possível para mim.

Mesmo assim, houve momentos de cansaço, confusão e vontade de abandonar a configuração.

Eu entrava no painel, encontrava muitas opções e não sabia se estava avançando ou apenas modificando coisas sem compreender.

A maior dificuldade não era somente localizar os botões. Era encontrar alguém que explicasse:

  • por que escolher determinada opção;
  • o que aquela configuração representava;
  • como testar;
  • onde procurar quando algo não funcionava;
  • como diferenciar conversão de venda.

Quando finalmente conseguimos fazer o clique de saída aparecer no Google Ads, não significava que o dinheiro havia entrado no bolso.

Mas representava uma conquista enorme: pela primeira vez, começávamos a enxergar uma parte do caminho percorrido pelo visitante.

Hoje, aquela dificuldade se transformou neste passo a passo.

Se você chegou até aqui sentindo que o painel é complicado demais, saiba que não está sozinho. Algumas configurações realmente exigem paciência, testes e várias tentativas.

Não permita que a dificuldade de hoje convença você de que é incapaz de aprender.

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Antes de comprar, confira o conteúdo, o suporte, as condições e avalie se a proposta corresponde aos seus objetivos.

Conclusão

Configurar uma conversão no Google Ads corretamente significa ensinar à plataforma qual ação realmente importa para a campanha.

Não basta criar uma ação, escolher qualquer categoria e esperar que os números revelem a verdade.

Precisamos definir:

  • o que desejamos medir;
  • onde a ação acontece;
  • qual nome representa esse evento;
  • se ele será principal ou secundário;
  • como será contado;
  • se possui valor financeiro;
  • qual acionador identificará o comportamento;
  • como testaremos o disparo;
  • onde confirmaremos a venda.

Uma etiqueta poderá funcionar perfeitamente e, mesmo assim, medir a ação errada. Também poderá registrar cliques reais que ainda não representam receita.

Por isso, a configuração técnica e a interpretação dos resultados precisam caminhar juntas.

Ao acompanhar um clique de saída, descobrimos que o visitante avançou até a oferta. Ao acompanhar uma compra corretamente confirmada, descobrimos que a jornada produziu receita.

Essas duas informações são valiosas, mas não são iguais.

Se você está começando e sente que o Google Ads parece complicado, avance uma etapa por vez.

Crie a ação. Revise as escolhas. Configure o acionador. Teste o botão correto. Teste também os links errados. Publique uma versão organizada. Aguarde o processamento. Compare os dados com a plataforma de vendas.

E, principalmente, não aumente o orçamento apenas porque o painel apresenta muitas conversões.

Antes de comemorar, pergunte:

Essa conversão representa interesse ou dinheiro realmente recebido?

Foi depois de muito tentar, errar e quase desistir que consegui compreender essa diferença.

Hoje, aquilo que parecia apenas um problema técnico se transformou em aprendizado. E esse aprendizado poderá impedir que outras pessoas gastem dinheiro sem saber o que estão medindo.

No marketing digital, os erros podem consumir orçamento. Mas, quando são analisados com sinceridade, também podem produzir conhecimento.

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